Vila Real de Santo António: PS acusa Câmara de não concluir obras que evitariam decargas no Guadiana | ||
O PS de Vila Real de Santo António acusou o executivo social-democrata de "irresponsabilidade e falta de planeamento" por não ter concluído as obras de ligação dos esgotos a um interceptor, que evitariam descargas no Rio Guadiana. Mas o presidente da Câmara Luís Gomes diz que as críticas socialistas "são mais um tiro no pé", porque reconhecem "os erros cometidos durante anos de gestão camarária do PS", que "recebeu 13 milhões de euros de fundos comunitários para construir a ETAR, não a fez", e a agora "vem falar de um assunto que, se fosse feito como propõe, inundaria a parte mais antiga da cidade com esgotos". "Apesar da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Vila Real de Santo António (VRSA) ter entrado em funcionamento, no passado mês de Agosto, o sistema de esgotos da cidade continua a descarregar directamente para o Rio Guadiana", garantiu o PS. A candidatura socialista às autárquicas de 11 de Outubro, liderada por Jovita Ladeira, considerou que, "quando foi construído o interceptor da Avenida da República, deveria ter-se avançado imediatamente com a obra de ligação dos esgotos das ruas perpendiculares ao interceptor, uma vez que transporta o caudal dos esgotos para a ETAR”. "O PS lamenta que o actual executivo camarário não tenha avançado com obra de ligação dos esgotos da cidade ao interceptor, nem sequer ainda a tenha lançado a concurso, depois de, recentemente, ter-se vangloriado da entrada em funcionamento da ETAR”, criticaram os socialistas, sublinhando que a obra da estação de tratamento “é da exclusiva responsabilidade da empresa Águas do Algarve”. A candidatura socialista frisa que "o Guadiana vai ter de suportar a poluição dos esgotos vila-realenses por um espaço de tempo indeterminado, uma vez que não foi anunciado quando se procederá à ligação dos esgotos ao interceptor". "Esta situação, bizarra, de ter no seu território uma ETAR em pleno funcionamento e os esgotos continuarem a ser despejados no rio, é bem ilustrativa da irresponsabilidade e falta de planeamento do actual executivo autárquico vila-realense e de como é imperioso mudar esta gestão autárquica", concluiu o PS. Mas o presidente da câmara de Vila Real de Santo António refutou as críticas socialistas, considerando que "o PS acaba por dar mais um tiro no pé" e frisando que "existe 10 por cento de área do concelho que falta ligar à ETAR". "E falta ligar por incompetência de anos e anos de gestão socialista na câmara. É importante perceber que, nos executivos socialistas, foram recebidos cerca de 13 milhões de euros de fundos comunitários e parte desse dinheiro, supostamente, destinava-se à construção da ETAR. Esse dinheiro foi gasto e a ETAR não foi construída", afirmou o autarca. Luís Gomes acrescentou que "teve de ser o actual executivo, em 2006, a entrar em acordo com a Águas do Algarve para que a empresa pudesse, com o apoio da autarquia, iniciar a construção da ETAR" e “evitar que tivessem que ser devolvidos cerca de quatro milhões de euros à União Europeia”. "A parte que ainda não está ligada à ETAR corresponde à parte mais antiga da cidade, onde não existe rede de águas pluviais. Isso implica que, se nós ligássemos essa parte à ETAR, estaríamos a pagar o tratamento de água da chuva", precisou. Luís Gomes disse ainda que "ligar esgotos à ETAR sem estar feita a rede de águas pluviais sujeitaria o centro histórico a inundações de esgotos". "É mais um tiro no pé do PS, que assume a irresponsabilidade ao longo dos anos da sua gestão e tenta atirar as culpas para este executivo, que as devolve a procedência", afirmou. 15 de Setembro de 2009 | 14:55 agência lusa | ||
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Mais um tiro no pé?!
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